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Planilha de orçamento de obra com linhas e colunas de composições de custo, sem texto

Tabela SIURB: o que é e como usar em orçamentos de pavimentação

há 6 horas
6 min de leitura

A tabela SIURB é a tabela oficial de custos de obras da Prefeitura de São Paulo, publicada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB). Ela traz o custo de referência de cada serviço (pavimentação, drenagem, terraplenagem, edificações) e de cada insumo, e é usada para montar o orçamento das licitações da Prefeitura. Para quem trabalha com asfalto, ela é uma régua importante: mostra como o poder público calcula o custo de um serviço, item por item.

Neste guia explicamos o que tem dentro da tabela, a diferença entre as versões onerada e desonerada, como achar a versão certa e como usar (e não usar) a SIURB num orçamento de pavimentação.

Planilha de orçamento de obra com linhas e colunas de composições de custo, sem texto
Tabela SIURB: os custos são organizados em composições, em que cada serviço é a soma de insumos, mão de obra e equipamentos.

O que é a tabela SIURB

SIURB é a sigla da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo. A Divisão de Preços e Custos da secretaria elabora as Tabelas de Custos Unitários de Infraestrutura Urbana e Edificações e publica tudo no portal da Prefeitura, em arquivos Excel e Word.

Segundo o despacho que aprovou a tabela de data-base janeiro de 2026, ela passa a ser adotada em todas as licitações da secretaria a partir da publicação. E um detalhe que muita gente esquece: os valores são de custo, sem o BDI. O BDI (benefícios e despesas indiretas) é aplicado à parte, e a própria Prefeitura publica uma planilha de BDI junto com as tabelas.

O que vem dentro da tabela

Cada edição traz um pacote de arquivos. Pelos despachos da Prefeitura, os elementos são:

  • Mão de obra mensalista e horista;

  • Materiais (insumos), como CAP, emulsão, brita e areia;

  • Equipamentos, com custos unitários, parâmetros e memória de cálculo;

  • Composições auxiliares;

  • Composições de custos unitários, que mostram de onde sai o custo de cada serviço;

  • Tabela de custos unitários, o "resumo" com o custo final de cada serviço;

  • Critérios de medição, que dizem como cada serviço é medido e pago;

  • Encargos sociais e BDI.

Tudo isso vem separado em dois cadernos: Infraestrutura Urbana (onde ficam os serviços de pavimentação) e Edificações. Há ainda um Caderno de Detalhes Técnicos.

Data-base: qual versão usar

A tabela é atualizada, normalmente, em duas datas-base por ano: janeiro e julho. A publicação acontece alguns meses depois da data-base. Exemplo real:

  • Data-base janeiro de 2026: publicada em 6 de abril de 2026;

  • Data-base julho de 2026: publicada em 16 de setembro de 2026, com rerratificação publicada em 1º de outubro de 2026. Na data deste post, é a versão mais recente disponível no portal.

As versões anteriores continuam disponíveis no mesmo endereço (no caderno de Infraestrutura, desde 2005). Isso é útil para conferir o orçamento de uma licitação antiga ou fazer reajuste de contrato. Regra prática: use sempre a data-base que o edital indicar. Se você está fazendo uma estimativa por conta própria, use a mais recente e anote a data-base no orçamento.

Onerada x desonerada: qual a diferença

Cada edição sai em duas versões:

  • Onerada (sem desoneração): para empresas que recolhem a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento, com INSS de 20% nos encargos sociais.

  • Desonerada (com desoneração): feita para atender a Lei nº 13.161/2015, que permitiu a contribuição sobre a receita bruta (4,5%) para atividades dos grupos 41 e 43 da CNAE, que incluem construção e serviços especializados de obras.

Na prática, muda o percentual de leis sociais sobre a mão de obra. Na data-base janeiro de 2026, por exemplo, o despacho da Prefeitura informa 156,70% de leis sociais para o horista na tabela onerada e 143,62% na desonerada (o mensalista ficou em 98,72% nas duas). Por isso, o mesmo serviço pode ter custo diferente em cada versão. Escolha a versão que corresponde ao regime tributário da empresa, ou a que o edital pedir.

SIURB, SINAPI ou SICRO?

A Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021, art. 23) define a referência de custos de obras públicas:

  • Em obras e serviços de engenharia, a ordem é usar o SICRO (DNIT) para infraestrutura de transportes e o SINAPI (Caixa/IBGE) para as demais obras, acrescidos de BDI e encargos sociais (§ 2º).

  • Mas Municípios, Estados e o Distrito Federal, quando a obra não envolve recursos da União, podem usar outros sistemas de custos adotados pelo próprio ente (§ 3º). É o caso da SIURB nas obras da Prefeitura de São Paulo.

O TCU lembra que, se a obra usa verba federal (um convênio, por exemplo), valem as regras do § 2º, com SICRO e SINAPI como referência. Ou seja: a tabela de referência depende de quem contrata e de onde vem o dinheiro.

Como consultar um serviço de pavimentação

  1. Entre na página Tabelas de Custos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras no portal da Prefeitura.

  2. Escolha a versão (onerada ou desonerada) e baixe, em Infraestrutura Urbana, os arquivos de Custos Unitários e Composições de Custos.

  3. No arquivo de custos unitários, procure o serviço pela descrição (por exemplo, por "concreto asfáltico", "imprimação", "pintura de ligação" ou "fresagem") e anote o código, a unidade e o custo.

  4. Abra a composição do mesmo código para ver o que entra no custo: quantidade de cada insumo, horas de equipe e de equipamento.

  5. Leia o critério de medição do serviço. Ele diz o que está incluso, como se mede e o que é pago à parte.

  6. Some o BDI adequado, que não está no custo da tabela.

Corte de pavimento asfáltico mostrando camadas que viram itens separados no orçamento
Num orçamento de pavimentação, cada camada (base, imprimação, binder, capa) costuma ser um item separado, com unidade e critério de medição próprios.

Erros comuns ao usar a tabela SIURB

  • Esquecer o BDI ou somar BDI duas vezes.

  • Misturar versões: custo de uma data-base com composição de outra.

  • Trocar onerada por desonerada sem olhar o regime da empresa.

  • Ignorar o critério de medição: um serviço pode ser medido por área, por volume ou por peso, e o transporte pode ser pago em outro item.

  • Comparar só o número final: a composição mostra a produtividade e os equipamentos que a Prefeitura considerou, que podem não ser os da sua obra.

Dá para usar a SIURB em obra particular?

Pode servir como referência, mas não como preço de mercado. A tabela foi feita para obras públicas na cidade de São Paulo, com escala, logística e exigências de fiscalização próprias. Numa obra particular (condomínio, galpão, estacionamento), o custo real depende da área, do acesso, da espessura, da distância da usina e do volume. Uma área pequena, por exemplo, tem custo de mobilização que a composição não reflete.

O melhor uso em obra particular é entender o que deve estar no orçamento: as camadas, as unidades e os serviços que não podem faltar. Para isso, vale ler também o nosso guia de pavimentação asfáltica do zero, o post sobre espessura do asfalto e o de recapeamento asfáltico.

Perguntas frequentes

O que significa SIURB?

É a sigla da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo, que publica a tabela de custos usada nas suas licitações.

A tabela SIURB inclui BDI?

Não. Os valores são de custo direto (mão de obra com leis sociais, materiais, equipamentos e veículos). O BDI é aplicado à parte, e a Prefeitura publica uma planilha de BDI junto com as tabelas.

Qual a diferença entre SIURB onerada e desonerada?

A onerada considera INSS de 20% sobre a folha nos encargos sociais; a desonerada considera a contribuição sobre a receita bruta prevista na Lei 13.161/2015. Muda o percentual de leis sociais da mão de obra.

Com que frequência a tabela SIURB é atualizada?

Normalmente há duas datas-base por ano, janeiro e julho. A publicação sai alguns meses depois; a data-base julho de 2026 foi publicada em 16/09/2026.

Onde baixar a tabela SIURB?

No portal da Prefeitura de São Paulo, na página Tabelas de Custos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras, em Excel e Word, com as versões atuais e anteriores.

Orçamento de pavimentação com a Fatali

A Fatali fornece CBUQ e executa pavimentação, recapeamento, fresagem e tapa-buraco em São Paulo e região. Nossos orçamentos são separados por serviço e camada, com unidade e espessura claras, para você comparar com qualquer referência. Mande o projeto ou as medidas, fotos e o endereço.

📞 (11) 94075-0816 (WhatsApp) · 🌐 www.fatali.com.br

Autor: Kaio César Vidigal, Fatali Asfalto.

Fontes

  • Prefeitura de São Paulo – Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras – Tabelas de Custos (data-base julho/2026 e anteriores): prefeitura.sp.gov.br

  • Despacho da Tabela de Custos nº 76, data-base janeiro/2026 (reproduzido pelo Sinesp): sinesp.org.br

  • Lei nº 14.133/2021, art. 23: planalto.gov.br

  • TCU – Licitações e Contratos, orçamento detalhado da obra (SICRO, SINAPI e tabelas de estados e municípios): licitacoesecontratos.tcu.gov.br

  • TCE-SP – Lei 14.133/2021 comentada, art. 23: tce.sp.gov.br

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