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Produção de asfalto: saiba como este produto é fabricado e aplicações

Um tapete, é assim que é descrito o asfalto quando está em boas condições e foi feito com material de qualidade, seja em uma estrada, rodovia e até nas pistas dos aeroportos. A qualidade do asfalto influencia diretamente no conforto dos usuários, mas as propriedades deste item não estão ligadas apenas a comodidade, mas também a segurança. Estradas, avenidas e pistas feitas com um bom material garantem a estabilidade e aderência de pneus, quesito fundamental para evitar acidentes, um asfalto que apresenta problemas pode impedir o correto funcionamento dos freios, por exemplo. É imprescindível que a empresa responsável pela produção de asfalto, prime pela qualidade nos processos de produção que começa a ter forma a partir do momento em que é retirado da natureza.


Uma das maiores curiosidades dos usuários é como é realizada a produção de asfalto. Imediatamente após ser extraído, o petróleo vai para as refinarias onde são colocados em tanques específicos para dar origem aos diversos derivados como a gasolina, diesel e o asfalto. Todo este processo acontece de acordo com a temperatura, e é conhecido como destilação fracionada. Conforme a temperatura sobe, vão surgindo os subprodutos, com pontos de ebulição completamente diferentes, densidades diferentes e pesos diferentes. O asfalto é uma das frações mais pesadas do petróleo com um ponto de ebulição de 600°C. Porém este produto também pode ser extraído direto da natureza, como antigamente, quando era conhecido como betume e utilizado para evitar vazamentos de água e até mesmo na preparação de múmias.

São diversos os tipos de asfalto e as especificidades de cada um depende dos componentes presentes em sua composição, que serão selecionados de acordo com a necessidade do terreno a ser asfaltado e a finalidade da obra. Uma rodovia movimentada que recebe diariamente centenas de caminhões precisa de uma pavimentação mais resistente do que a de uma rua residencial, onde só circulam carros de passeio. No entanto, a composição padrão na produção de asfalto é a mistura de betume, areia, pó de pedra e gravilha, que é dispensada nas ruas e assentadas por compressores, este padrão é regulamentado pela ABEDA - Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfalto.


Além da demanda da obra, a sustentabilidade também tem interferido na produção de asfalto. É possível encontrar pavimentações que foram feitas com raspas de pneus velhos chamadas de asfalto ecológico ou asfalto borracha. Essa ideia se tornou uma solução em grandes centros urbanos que sofrem com o acúmulo de pneus e poluição causadas por estes itens quando são queimados. As propriedades da borracha são adicionadas às do asfalto, fazendo com que ele fique mais flexível e seja menos suscetível a rachaduras. As estradas verdes também reduzem os custos da obra, visto que os pneus utilizados na produção seriam descartados.


A aplicação do asfalto irá depender do solo em será realizada a pavimentação. Em solos mais resistentes, após a terraplanagem e limpeza do terreno, é dispensada sobre o local uma camada de terra entre 5 e 10 centímetros, em solo instável, este aterro pode ter entre 60 cm e 3 metros de espessura. Com o solo preparado, o mesmo recebe uma base granular com estrato de 15 centímetros, composto por pedras de 7 a 10 centímetros de diâmetro, os espaços vazios nesta camada preenchidos por pó e compactados por um rolo compressor. Em seguida, mais uma camada com pedras menores é colocada antes do pavimento receber o concreto asfáltico, que é espalhado perfeitamente com mangueiras para asfalto quente , como as da ACFLEX , que suportam as altas temperaturas do material que precisam estar quente durante a sua aplicação, pois quando frio, endurece e fica preso à base. Este processo é perfeito para a produção de asfalto moderna, que precisa entregar alta qualidade e resistência a grande cargas.


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